
“Gotas de chuva regam minha solidão.”

Esperei um dia para publicar esse texto, na tentativa de proteger a identidade de algumas pessoas, mas a intenção é justamente DENUNCIAR OS ABUSOS que tem ocorrido na cidade de Macapá.
Depois da morte de João Emerson Pinto Gemaque, 37 anos, que foi assassinado com um tiro nas costas e outro no rosto na orla de Macapá. Fato que ocorreu por volta de 19h30 do domingo (5 de dezembro, do ano passado) quando o oficial da Polícia Militar Ten. PM Renildo, que é torcedor do Fluminense, teria iniciado um ataque verbal contra torcedores do Corinthians. - O time do Fluminense acabara de conquistar o campeonato Brasileiro de futebol.
Na madrugada da ultima quinta-feira (9), na orla de Macapá, mais precisamente na Praça do Côco, os que ali se encontravam para comemorar o título conquistado, na noite de quarta, pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, puderam presenciar um "Senhor", isso para manter o nível do blog, que aparentemente sem motivo algum ameaçou um grupo de torcedoras com uma arma de fogo.
Apontou-a ao grupo e desferiu uma série palavrões em alto e bom tom, defamanto e caluniando as vítimas. Agrediu um dos amigos das jovens com uma coronhada nas costas. Chegando ainda a apontar a arma ao pai de uma delas. O que a nossa polícia fez? Nada. Apenas pediu que as jovens se retirassem da área, como se estas fossem as baderneiras, tratando-as de forma desrespeitosa e liberou o dito “POLICIAL FEDERAL”, como ele mesmo fez questão de deixar bem claro de forma autoritária, como se todo ali estivessem submetidos a sua patente, que continuou a ofender as vítimas mesmo na presença da força policial. Pessoas assim desonram nosso Estado.

Com tantos temas reflexivos neste dia, um almoço em família me desperta uma sensação avassaladora.
Conversando por horas com minha, Tia-Avó, "A matriarca" da família, me sentido como na infância, em que somo tomados pela beleza de histórias de quando eles, ao seu tempo, se aventuravam pela vida.
Nascida em 30 de junho de 1915, Dona Joana Ferreira, vem ao mundo, na cidade de Alenquer-Pará. Cheia de requinte e sabedoria ela esbanja alegria por toda a sexta-feira da paixão. E nunca dantes com tranta paixão... Afinal.. não é todo dia que nos deliciamos com as memórias de quase um século. A matriarca de nossa prole, conta os mais belos e os mais difíceis dias de sua vida.. Tão cheia de charme.. descreve tudo em detalhes.. mas sem jamais se queixar de suas, nem sempre, bem aventuradas histórias.
Canta.. Dança.. recita versos.. e dizeres, com uma vivacidade que nos disperta o desejo de viver cada momento. E que mesmo com tantas dificuldades consegue manter a alegria em viver.. A alegria nos dias de dor e a superação quando nada mais resta.
Espero que este seja apenas mais um dentre tantos outros encontro entre a sabedoria e a sede em saber mais. 

Como pequenas coisas..nos levam a sensações tão fortes.
Esta semana mesmo, um fato que para tantos parece tão cotidiano e pequeno, tocou meu ser. E então trouxe a tona, a sentimento de fragilidade e pequenez diante do todo que é a vida.Por um momento então, fui fisgada pela condição mais nobre do ser humano, a Imortalidade. Aquela que nos leva a viver intensamente cada segundo.
E pensando nisso, percebi que não sou nada diante desta grandeza infinita, que precisamos de tão pouco para ser felizes de verdade e que, na esmagadora maioria das vezes só percebemos isso, quando o ultimo fio de vida escorre por entre nossos dedos. E então, o que há de mais bonito se vai... Para nunca mais voltar. “Vamos viver tudo que há pra viver. Vamos nos permitir...”.
Bom domingo!

Tantas incerteza me rodeiam.. Não sei por onde devo ir.. O que devo fazer.. E muito menos entendo o verdadeiro sentido das coisas que me acontecem. Sinto-me acuada nesse mundo de Titãs. Minha força parece não bastar nem para o fim desta noite. O que haverá ao fim de tudo? Nossa, são coisas complicadas que me passam pela cabeça. Nem Freud pode explicar.
Quero solidão.. quero multidão. Nem sei mais quem sou. Me confundo com a escuridão e me perco na luz. É difícil não saber pra onde se vai. Mas tudo é bem mais difícil sem você ao meu lado.
Ah..”O Carnaval”... Deus de todas as alegrias.
Energia que contagia o corpo de todo aquele que já provou deste nectar da vida.
Dias em que podemos nos tornar tudo que possa ser imaginável.
Vestimos fantasias e saímos às ruas. Para brincar, rir, cantar e, principalmente, amar. Amar o corpo.. a alma.. e tudo o mais que for possível e passível desse sentimento.
Todas as expectativas de uma vida descontraída sem preocupações se concretizam nesse curto período de utopia coletiva.
“Pra tudo se acaba na quarta-feira.”
Tudo chega ao fim! E é preciso guardar a fantasia.. Limpar a maquiagem.
Porque hoje, só nos restam as cinzas.. e as lembranças deste sonho breve e feliz.